Quero viver de novo nos extremos. Necessito disso! Acordar emocionado pelos sonhos abstratos que tive na noite anterior. Executar vários e vários planos ao mesmo tempo e, no final do dia, nem lembrar.
Essa monotonia de ser normal não me atrai. Muito menos esta omissão diária de palavras das quais eu falaria livremente se não estivesse preso. Preso à pensamentos óbvios. Preso à rotinas patéticas como as de quaisquer pessoas normais. Que vivem suas vidas a espera eterna de algo que nunca acontece. A mudança realmente nunca vem e a vida passa como areia entre seus dedos. Quanto mais tenta-se segurá-la mais ela escapa por outros lugares de sua pequena mão.
Rendo-me então à ti, e, se preciso for, dependerei. Prefiro, porém, a viver como um robô. Programado a fazer todos os dias a mesma coisa e buscar não sei o quê, que nunca vem. E, quando vem, somos reprogramados a buscar outra e outra coisa.
Esta eterna busca nos torna dependentes, mas por que isso é considerado ruim? Para mim, ser dependente de uma vida normal que é ruim. Tão logo o paradoxo se completa. Ser dependente para não ser normal ou ser normal, embora ainda dependente?
Confissões eu faço no papel, assim como você e eles todos; fantasias, em minhas pesquisas da madrugada.
Ah, e essa loucura! Por que abandonaste-me? Sinto-me tão só assim, sem você.. Ah se soubesses o bom moço q tornei-me depois que fosteis embora e largou-me indefeso neste mundo de sóbrios e normalistas. Afasta-te dos tolos e volte à este “serzinho“ aqui que jamais se conformará em ser normal.
Nada o que sonhei foi ser como Eles e como eles tenho sido desde então. Um dia abrirei minha janela em uma manhã ensolarada de domingo e lá estará você, linda, dizendo que voltou e que nunca mais irás abandonar-me como fez. Assim então, viveremos unidos e felizes novamente sem buscar nada ou o óbvio, pois tenho absoluta certeza de que me basto com você.
(bru..)
