Nem mais o bom me encanta.
Apodreço como o cadáver de minha esperança
Violaram-me!
Enjoado não pelo cheiro somente
Assopro cada pó de aflição.
A água, a pasta, o sabão.
Talvez a amnésia me ajudaria.
Abraço-me, cuspo-me,
Aspiro todo ar puro que consigo
Nenhuma palavra me convenceria
O ter não me enobrece
Nem todo verso é canto
Sou um sujo sem socorro
que limpa o próprio sangue
procurando alguém na madrugada
no seu rápido digitar.
Encontrei-te! Quem tu és?
Sua imagem, quem, pois, mais?
Aturar-te é difícil
entender-lhe, impossível.
Mata-me agora ou matar-te-ei pouco a pouco
Nem mais o bom me encanta