conforto exige trabalho.
a paz, esforço.
cultuo uma natureza que não é minha em um espaço que não é meu.
abaixo estão os planos abandonados.
o verde, não é só verde. é queimado de sol
privacidade não existe no calor
improviso o que fazer pois não lidero nem à mim.
pessoas gostariam.
o foco é pensado, anotado, estudado..
nunca exercitado.
tal como a felicidade inexistente que aclama por uma rega.
quem me tornei?
indiferente comigo, calado com os outros.
procuro alguém que não existe para que me leve desta realidade.
e fujo sozinho do meu mundo, em meu mundo
nas velhas canções, velhas escritas e velhos artifícios.
então alguém abre a porta e carrega este perdedor para algo que é meu.
agora tenho paredes
e comigo basto, até o despertar de amanhã.