Publicado por: sad clown | 4 Setembro, 2008

perdoa-me por matar-me.. (ou “ressaca de minhas escritas..”)

não escrevo mentiras
eu as vivo.
e convivo todos os dias com o pior da raça humana: depressão.

meu egocentrismo é como o de qualquer outro suicida
mas minhas escritas não ouso chamar de poema.
presunção.

crio situações que me deixam nos extremos das emoções; das sensações.
e as guardo.

[contenho, e isso me consome]
tal como o ar que vezes busco sem êxito
pelos pulmões fragilizados por tragos e aspirações.

e aspiro não continuar seguindo estes passos.
correndo raramente atrás de sonhos quase mortos. não é assim.

vivo a vida na prática. sem livrinhos, musiquinhas e teorias.

tenho meus personagens, assim como você. alguns agradam, outros não.

aprendi que tudo o que é bom fica e o que for verdadeiro, prevalecerá sempre sobre quaisquer outros fatores.

se algo não pode mais ser dito, as atitudes falarão.

e assim iremos vivendo.

nada se aprende sem humildade, assim como não há perdão sem arrependimento. pois o erro, este sempre acontecerá, afinal, imperfeitos somos.

isso não é um “filtro solar” auto-ajudante, tampouco uma biografia pretenciosa pseudo-penitente. é uma história de uma vida que talvez não lhe interesse, de um ser que talvez você não conheça de verdade.

Depois que eu morrer, alguem saberá quem eu fui como pessoa?

Eu perdôo todos que me fizeram sofrer, inclusive quem eu pensava odiar.

Será que alguém me perdoaria por todos os males que já o fiz?

Será que tem alguém pelo menos me ouvindo? (ou lendo isso?)

(adaptado de coquetel molotov encefálico – http://cinemagizechocolate.blogspot.com/2007/04/coquetel-molotov-enceflico.html)


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