pergunta-me o que é a vida daqui há 20 anos.
talvez não precise tanto..
todo o chiado que vivemos nestes dois mil e alguma coisa relfetem a sombria humanidade que reina.
que não consegue ficar sóbria e sadia neste cercado que é a vida.
a vida é tão pouco, e é viciante.
passamos anos achando ser algo que depois de um tempo torna-se rejeitado; e novas idéias de vida criamos para não desistir do jogo. novos personagens, novos objetivos, novas vidas.
é tudo mentira.
e nós, seres tão pequenos, ainda criamos tantos outros jogos pela manipulação de quem nos joga.
tudo o que parece estar em seu devido lugar, olhando mais de perto, perfeição não existe.
entro em becos de terra que levam à casas humildes de pessoas gananciosas.
mais egoísta é o que tudo quer.
este é você.
ignora-me quando aclamo por socorro.
converso com plantas que talvez sintam apenas piedade pelas ondas sonoras melancólicas de minha voz.
a vida é o amor próprio.
ou a falta deste.
nós não existimos de verdade.
dor, endorfina, dopamina
falta serotonina.
falta alguém.
talvez ela exista, como já existiu.
o medo de amar número novecentos e noventa luta contra quem eu gostaria de ser.
impiedosamente ferem meu coração.
e choro nos ombros virtuais de pessoas que me gostam.
você não está vivo.
e não está lendo isso agora.
porque eu nunca existi
mas aproveite e usa-me como adubo para sua falsa-vidinha-feliz.
kra, vc fede!
Por: sad clown em 9 Setembro, 2008
às 1:20 pm